Duas fotos feitas no viaduto de Lantemil, para comparar o nível das águas da albufeira do Lindoso.
Na primeira foto, o nível apresentado hoje, 28 Fevereiro, pelas 14 horas. A segunda foto, tem data de 21 de Junho de 2009.
Tendo verificado que o comentário de José Carlos Pires (PNPG comgente), feito na entrada deste blogue intitulada QUO VADIS - 1245…dos meus amores , recebeu muito poucas visitas, gostaria de lhe dar o destaque que entendo que merece o referido texto, o qual transcrevo aqui abaixo, agradecendo desde já a sua colaboração (mais uma vez! Bem-haja!) na clarificação e concertação tão necessárias para um desfecho “menos mau” deste no POPNPG, bem como a referida Portaria 1245. Obviamente, também agradeço a todos os outros comentadores do post em causa, pela sua participação em tão nobre causa como é a de caminhar, com Regras, mas sem Taxas! Obrigado.
“Boa noite
Surgem alguns comentários a “acusar” quem, vivendo no território do PNPG, não esteve na marcha contra a Portaria das taxas, ou, quem tendo estado nesta marcha, não esteve depois na manifestação dos Povos da Peneda Gerês.
Acho que não podemos misturar as coisas, pois os objectivos de cada acção eram diferentes, bem como os promotores. Aliás, poderá até acontecer que apareça, entretanto, outro motivo para nova acção, com pessoas diferentes.
É claro que nos preocupa muito o desnorte ambientalista e que as taxas são absurdas e vão prejudicar populações locais e os amantes da natureza e do montanhismo. Para nós, que vivemos dentro de uma área protegida, as taxas são mais um dos problemas, não sendo todavia o mais importante. Ao contrário, para quem nos visita, as taxas possam a vir a constituir o principal problema de facto.
Em suma, são situações complementares, sentidas de forma diferente, consoante a posição de cada sujeito. Por isso, ambas merecem respeito.
Entrando agora mais concretamente nas taxas do ICNB, ou melhor, na Portaria 1245, ou outras que a vão substituir, devemos estar muito atentos e pressionar os decisores políticos porque, na minha opinião, existem as seguintes ameaças:
1. É preciso acautelar o prolongamento da suspensão da Portaria 1245/2009, pois a nova portaria não vai sair em tempo oportuno para a revogar;
2. Parece que a solução passa por publicar não uma mas duas portarias, uma para ajustar o preço dos serviços do ICNB com os outros serviços do Estado e outra para tratar especificamente sobre a visitação e o acesso às áreas protegidas;
3. Parece que não estão a cuidar de diferenciar o acesso e a visitação a terrenos do Estado de terrenos privados e baldios;
4. Deveria existir diferença entre as actividades de visitação com fins comerciais, das restantes.
Por fim, chamo a atenção para a regulamentação que ainda vai ser produzida, com a carta de desporto de natureza de cada área protegida, que fixará as cargas, os períodos de acesso, as condições da prática, etc. Ou seja, depois de o Plano de Ordenamento eventualmente abrir a porta à visitação ou ao acesso (ainda está para sabermos o que isto vai querer dizer) e de existir uma eventual taxa a pagar pela actividade, poderá acontecer que ela não se possa realizar porque já não há vaga, por estar fora do período de autorização, ou faltar um qualquer requisito ao interessado.
Tudo isto para dizer que durante as últimas décadas de domínio ambientalista, de uma falsa ideia de protecção da natureza, temos de estar muito atentos às “manobras” que vão aparecer para limitar, condicionar ou até proibir o acesso e a visitação às áreas protegidas.
Termino apelando ao respeito pelas populações locais, suas propriedades e seus usos e costumes; à visitação responsável; ao controlo e à fiscalização efectivas; às acções de recuperação e de protecção dos valores naturais; e à verdadeira promoção da natureza, do ambiente e da biodiversidade, onde o Homem é um elemento essencial dentro da Peneda Gerês.”
Prosseguiam os trabalhos de trasladação da igreja…já quase toda rodeada de água
Vista obtida desde Corvelle, olhando em direcção a nascente (NNE -ESE, aproximadamente). São visíveis os picos da Fonte Fria e do Coto das Gralheiras. O estradão que se vê, corresponde à pista das Sombras- inicia-se em Saá e termina pouco antes da Portela do Homem, ainda no lado do PNBL-SX.
para visualizar o panorama, passe o rato sobre a foto

Depois de passar Saá – concello de Lobios – PNBL- SX,- e estacionar junto da entrada do estradão que atravessa até à Portela do Homem, iniciámos a subida até desviar para Corvelle, cerca de 300 metros depois de passar a ponte sobre o Rio Lobios. Abandonámos o estradão e seguimos por trilho de pé posto. Com o Rio Lobios sobre a esquerda, fomos subindo em direcção à Chan de Frielo. A paisagem era soberba, com os cumes desde as Gralheiras, Fonte Fria, Nevosa e toda a cumeada, cobertos de branco. Dado o adiantado da hora, regressamos antes de alcançar Pion de Paredes.
Uma vez regressados ao estradão ainda subimos até descrever a curva que nos permitia a vista privilegiada sobre o Vale de Vilameá e o trilho das Sombras. Após alguns momentos de contemplação, açoitados por um vento gélido, com sol , chuva e neve!!!, (incrível conjugação de Tempo – tudo ao mesmo tempo!
) regressámos ao carro tendo percorrido um total de cerca de 16 km.
Caminhar, é também, um exercício de reflexão.
Em determinados contextos e ocasiões, digamos que privilegiados, a singularidade de alguns cenários reflecte-se no nosso quotidiano, enriquecendo(-nos) o trilho!
Foi assim que, quando caminhava no Domingo passado com o Rui, senti algum incómodo ao ser acometido de pensamentos menos próprios do “genius loci” onde me encontrava.
Incomodava-me o facto de serem pensamentos contrários ao momento que eu desejava. Que fosse simplesmente um momento contemplativo, mais nada. Certo é que, por mais de uma vez, abordamos o tema da portaria 1245 nas conversas que entabulamos ao longo do dia.
Mas, ali, em cima de um muro, não muito seguro, em direcção ao indefinido e difuso futuro próximo, involuntariamente, invadiam-me pensamentos desagradáveis… A 1245!
Uma vez chegado a casa, enquanto visualizava a foto apresentada em cima, pareceu-me evidente a transformação que me propunha fazer-lhe. Meu dito meu feito! e aqui está ela:
- Em primeiro plano, a negritude do futuro. O “presente” está negro;
- À esquerda, um corredor de gelo, onde tudo escorrega;
- À direita, tudo congelado e estagnado no tempo. Ainda mais à direita, o abismo. Negro de todo;
- Ao fundo, a indefinição.
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Estou, ao mesmo tempo, a recordar as vozes que ouvi por essa blogosfera fora. Vozes de descontentamento que cantaram em uníssono!…mas que, espero estar enganado, (haja esperança), esmoreceram e definharam.
- Onde estão as idas a Lisboa, com manifestações radicais?
- Onde estavam os caminheiros no dia 23 para apoiarem os residentes no PNPG, nomeadamente as federações, os clubes e as associações?
- Onde é que se sente a “luta” de que tanto se falou?
Sabem o que penso?
Temos o que merecemos! Basta incrementar o contraste das duas fotos.
Uma vista de Aceredo em 17 de Fevereiro de 1992

Estando uma manhã extremamente fria ( -5ºC às 7:ooh), fui adiando a saída até que resolvi fazer um pequeno passeio ,saindo da Ermida de Nosa Señora do Xurés, Vilameá -Lobios, sem qualquer outro pretexto que não fosse o de caminhar uma hora e meia, duas horas, no máximo. A decisão prendia-se com o facto de serem já 11:00h e não querer regressar ao fim do dia! Descer até à ponte de Porta Paredes, ver o caudal do Rio Vilameá, experimentar um novo fogareiro fazendo um café e regressar, parecia-me mais que razoável para o adiantando da hora.
Em passo acelerado, como que fugindo ao vento frio e forte que se fazia sentir, rapidamente cheguei às proximidades da ponte. As zonas húmidas e pequenos regatos por onde havia passado estavam gelados. O terreno estava ainda gelado e muito duro. Como havia chegado aqui muito mais rápido do que pensava, propus-me avançar um pouco mais antes de fazer meia volta. Coisas que acontecem quando caminhamos sozinhos!…
E assim fui fazendo. …Ainda é cedo, vou mais um pouco até… ver como está a corga da Xesta. Depois seguiu-se a Carballosa , a Escada de Paredes, e, acabei por decidir (?) que inverteria a marcha, chegando ao estradão.
Mas não resisti. Uma vez chegado ao estradão, quando me preparava para descer até à ponte que fica na curva mais abaixo, deparei-me com obras no estradão que dá acesso às Minas das Sombras.

Tudo indicava que reparavam/abriam o antigo estradão de acesso às minas. Acabei por subir até às minas, onde encontrei um grupo de caminheiros que, bem na minha frente subiam até aos filões mais altos e explorados a céu aberto, tendo já deixado a zona da mina propriamente dita. Preparei um café e depois subi mais um pouco em direcção ao alto da Amoreira antes de regressar à Ermida.
Aqui ficam algumas fotos do actual estado dos acessos