Luzes diferentes

Antecipando a caminhado do Solstício de Verão 2011, que será na próxima Terça-feira, 21 de Junho, às 18 horas (Obsrv. Astronómico de Lisboa),  aproveitando a fase da Lua e confiando que a noite estaria limpa, decidimos arriscar a madrugada de Sexta-feira para assistir a mais um nascer do Sol. Eu sei, eu sei. O Sol nasce todos os dias! Só é pena nascer tão cedo, não é? Pois é!

Como nas passadas “edições” desta caminhada tivemos sempre que acelerar o passo na fase final para não chegarmos atrasados, desta vez, decidimos partir mais cedo para podermos ver aquele instante mágico em que se avista o bordo superior do astro rei. Começamos a andar ainda não era meia-noite. A outra “meia-noite”, estava pela frente. Soprava um vento fresco, e o céu estava pouco nublado.  O luar, assim como a presença de algumas nuvens – que por vezes nos preocuparam, chegando mesmo a cair uns pingos – conferiam uma luz diferente. Uma luz difusa que nos possibilitou fazer todo o trajecto sem usar frontal. É fantástico caminhar assim nestas condições. À medida que subíamos, diga-se que a bom ritmo – quantas vezes já subimos, durante o dia, mais devagar – a evolução do tempo era favorável. Chagados ao local que seria o palco deste impressionante espectáculo, foi tempo para um chá quente, aconchegar os ossos o melhor possível e descansar um pouco. Fechando um olho de cada vez – não fosse passar a hora – aguardamos, abrigados, pela outra luz. O luar dava lugar à alba. Desentorpeci os ossos que não cheguei a acomodar devidamente, e, não foi preciso correr – havia lugares de sobra, instalei-me o melhor possível abrigando-me do vento que agora soprava forte. Dizia-me o companheiro: “Se a fotografia fosse analógica, não ganhávamos para rolos!!!”…muitas fotos se fizeram. Mas todas são poucas, e imperfeitas, e incompletas, e desfocadas, e sobre e sub-expostas, e tremidas, e … insuficientes para registar momentos tão belos.

 

O gado ainda deitado nos currais

 

...e o gado começa o dia...

os primeiros raios de luz incidem na Nevosa

 

Pelo Xurés

11Junho 2011.

A coisa foi muito simples:  Subir pelo Corgo da Fecha do Curro – Cabaninha do Curro – Insua do Curro – Estradão, próximo já do Curral do Mouro, regressando novamente pela Cabaniña do Curro descendo o Corgo da Fecha.

Algumas fotos:

 

Fusão natural


Podia ser uma árvore qualquer.Mas esta teimou em crescer ali, na brecha entre duas rochas. Lançou os ramos e ergueu-se ao alto dos céus que a cobriram desde sempre, mas nunca os mesmos.  Desenvolveu-se sobrevivendo a tudo menos o Fogo. Quanto esforço e energia gastas? Continua a ser bela.