Arquivo do mês de Junho, 2009

Estação sismológica

Terça-feira, 30 de Junho, 2009

Saindo de Sáa, Lobios – Ourense, e  percorrendo o estradão de ligação às Sombras, ao passar em “A Lama que Treme”, recordo-me de na altura ter achado o topónimo curioso. Dei comigo em devaneios e formulando hipóteses, quase de forma inconsciente, tentando encontrar justificativos para tal nome.

Fui continuando o caminho passando, logo a seguir, numa pedreira abandonada. A quantidade de pedra com marcas das pegas de fogo é assinalável. Passando de brincadeira pura a raciocínios disparatados,  depressa fiz a patética associação da Pedreira e o Dinamite à Lama que Treme. Pudera! Não havia de tremer.

Continuei caminho sem quase reflectir no que pensava e deixando a mente vaguear, como que rindo sozinho e em silêncio das parvoíces que me passavam pela cabeça. Enchendo os olhos e o espírito com a paisagem e o caminho, reparo numa vedação e uma antena parabólica num alto não muito longe dali.

Só me faltava esta! A juntar à pedreira, às pegas de fogo e à Lama que Treme, surge uma estação sismológica.

Brincadeiras!!!

Trata-se da estação ELOB (estação de Lobios). Integra a Red Sísmica Nacional (RSN) constituída 69 estações, (37 delas com ligação via satélite (VSAT) e 32 com ligação telefónica) ligadas em tempo real com o Centro de Recepción de Datos Sísmicos localizado em Madrid. Mais informação aqui

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A montanha

Terça-feira, 30 de Junho, 2009

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Baltar e Alto do Becerral

Segunda-feira, 29 de Junho, 2009

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Montagem panorâmica mostrando parte do trilho das Sombras em pleno Vale de Rio Vilameá. Em primeiro plano, Baltar e o Alto do Becerral.  Logo por trás a Serra de St.ª Eufémia. Lá no fundo são visíveis três trechos do trilho – (da direita para  a esquerda do observador) – 1 próximo da Ermida até à proximidade da Ponte de Paredes. 2 Depois da subida após a Ponte. 3 Depois da passagem da corga d’A Xesta. Esta é a vista desde o estradão que corre a margem direita

Antiga Pedreira de Chan das Casas

Domingo, 28 de Junho, 2009

Ao percorrer o estradão nos leva  desde a saída de Sáa até As Sombras, encontrámos uma antiga exploração de granito abandonada, chegando a Chan das Casas. Actualmente, a maioria dos “edifícios” e “contentores” utilizados possivelmente na época da exploração, servem de currais ao gado que por ali deambula. Quando passamos não se via vivalma. Bastantes coelhos fugiam perturbados pela nossa chegada, escondendo-se apressadamente que nem coelhos!!!. Tínhamos encontrado anteriormente algumas placas informativas de “Zona de Caza Permanente” e “Zona de Adestramento de Cans”.

Por falar em cães, o único guardião era um cão! Fazia o seu papel, com ar convincente. Pedia paz, e em paz o deixamos, passando de largo.

As pedras em blocos semi-cortados, jazem abandonadas mostrando as cicatrizes de um trabalho que terá ficado a meio, tentando lentamente reintegrarem-se na paisagem.

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2 Vales – Lobios e Vilameá

Domingo, 28 de Junho, 2009

Passando  Sáa em direcção a Gustomeao, município de Lobios, encontramos à direita um desvio para a pista das Sombras.

Um estradão de trânsito condicionado, sem portagem, mas com autorização obrigatória, que percorre ao Vale do Rio de Lobios e o Vale do Rio  de Vilameá, até à cancela do início da pista das sombras, passando pelo O Niño da Galiña, Chan das Casas e Lama que Treme, levando-nos até às corgas de A Xesta, Carballosa e Escada de Paredes, possibilitando uma outra visão do Vale e do trilho clássico da Ermida até As Sombras. Ao mesmo tempo permite-nos visualizar O Fitoiro e Baltar, na encosta oposta do vale, a uma cota muito diferente daquela a que nos habituamos no trilho das Sombras.

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Encosta do Sol

Quinta-feira, 25 de Junho, 2009

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Saindo da Portela do Homem e iniciando o caminho para o Cabeço de Palheiros, temos uma outra visão do Vale do Alto Homem, até ao Cabeço do Madorno. Em primeiro plano a Cruz do Pinheiro. Destaque para a Encosta do Sol.

Sinais

Quarta-feira, 24 de Junho, 2009

Um triste reflexo!

Acabava de chegar ao PNPG cerca das 08:30h,  deixando o PNBL-SX e entrando pela fronteira da Portela do Homem, quando, para meu espanto, um cabo (eléctrico ou telefónico(?), ou…melhor é ver na foto),

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tinha-se soltado e estava a cerca de 1,60m do solo, sem qualquer tipo de sinalização! Estranho, sim! atendendo aos ventos da noite de S. João…tudo era possível, mas fiquei estupefacto! Eram oito e meia, e nada estava sinalizado? Talvez porque eram um pouco cedo, pensei eu. Talvez porque – pouco provável – aconteceu agora? Interrogava-me com alguma preocupação. Sem cobertura de rede e aquela hora, telefonar para o PNPG, não servia de nada!

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A “portagem” ainda estava fechada! … Como se pode ver pelo sofisticado sistema de sinalização, encapuçado por um saco de plástico preto. Dos do lixo!!! Aquelas que servem para recolha disto:

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Estranho é que sirvam para “desactivar” sinais, mesmo na era digital,  a dos PDAs. E quando toda a sinalização anterior indicava uma área de acesso condicionado! Sendo fronteira ou não, e os de Bruxelas o saberão, o que é certo é que se trata de uma entrada em Portugal. E isto, sem qualquer sentimento patriótico ou nacionalista, sem qualquer argumentação rebuscada, é feio! Muito feio mesmo!

Bom, os serviços do Parque, ou quem quer que seja responsável – e aqui é que a porca torce o rabo – vai tratar já disto,  – do cabo caído e do lixo, pensei eu, sentindo-me ingénuo e com um desejo simultâneo de querer acreditar que estaria certo.  Isto porque já me custava a compreender, porque é que a FONTE DA PORTELA tinha a placa mal colocada. A água não corre pela fonte, mas sim pelo tanque/depósito que está ao lado, como se vê aqui:

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Triste? Mais triste não podia ser. Mas não admira, num país em que “A Bola” ,”O Record” e Outros,  são jornais de tiragem diária, e cujos títulos abrem noticiários televisivos em horário nobre. Ao mesmo tempo senti tristeza e vergonha! Não vim aqui para isso! Vou caminhar por essa serra acima, e bolas!

O objectivo, para dia de S. João, era ver o Vale do Alto Homem noutras perspectivas. Talvez aquela torre de vigia que se impõe no final do Vale sobre a Mata da Albergaria e tendo a albufeira de Vilarinho das Furnas por trás, parecia interessante.

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O Tempo não ajudou muito, mas o passeio valeu. As nuvens baixas foram chegando. O céu foi ficando cada vez mais encoberto…e as fotos ficam para breve!

Entretanto, passadas cerca de 4 horas, regressando ao local de partida, o cabo estava na mesma, bem como o lixo! A única mudança neste cenário era a colocação desta fita de sinalização.

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E o lixo no mesmo sítio.

Sinais! Falta deles! Sinais do Tempo? Triste reflexo! Até vi Turistas quando cheguei. Dos que vêem ao Norte, e dos que vêem de fora.

Temos o que merecemos!

Panoramas

Terça-feira, 23 de Junho, 2009

Estas duas montagens fotográficas, tem por base 3 fotos cada uma. No primeiro panorama, uma vista próxima da Lage do Sino. Para quem tiver paciência, pode ver-se o Pico da Nevosa. No segundo, o Altar de Cabrões e o Alto de Carris.


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Forças brutas da Natureza- As pedras

Segunda-feira, 22 de Junho, 2009

Grandes massas graníticas, vistas ao perto são fascinantes. Fica aqui a minha limitação em captar a força dessa expressão. Ou a expressão dessa força? Bom, são as fotos possíveis!

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Portela do Homem – Amoreira

Domingo, 21 de Junho, 2009

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Após os sucessivos adiamentos, devido às condições meteorológicas, e prevendo-se um dia muito quente para hoje, parecia inevitável mais um adiamento. Mas ninguém estava disposto a ceder. Com um dia que prometia castigar-nos com muito calor, sabíamos bem o custo daquilo que nos proponhamos fazer!  Parece-me que este é um dos poucos espectáculos, em que o bilhete só se paga à saída. Quer se goste quer não, tem sempre um custo associado.  E há “imprevidências” que  podem custar caro. Prazer – e  Segurança -  acima de tudo. Cansado? sim. Auto-flagelação? não!

Finalmente percorremos o cume entre a Portela do Homem e a Amoreira. Um trilho paisagístico e que permite uma interpretação diferente e talvez mais rica, do Vale do Alto Homem.

Não fora um vento forte que soprava desde o início do dia, e teria sido um pesadelo. Os constantes desníveis acentuados associados à carga suplementar de líquidos que cada um carregava, pois água é coisa que por ali não abunda nesta altura do ano, (não há!) exigiram um esforço considerável. O que é certo é que valeu a pena. O preço foi mais que justo. Fomos bem servidos, como sempre!

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