Feliz 2011

OJALÁ/ E. GALEANO
Ojalá seamos dignos de la desesperada esperanza.

Ojalá podamos tener el coraje de estar solos y la valentía de arriesgarnos a estar juntos, porque de nada sirve un diente fuera de la boca, ni un dedo fuera de la mano.

Ojalá podamos ser desobedientes, cada vez que recibimos órdenes que humillan nuestra conciencia o violan nuestro sentido común.

Ojalá podamos ser tan porfiados para seguir creyendo, contra toda evidencia, que la condición humana vale la pena, porque hemos sido mal hechos, pero no estamos terminados.
Ojalá podamos ser capaces de seguir caminando los caminos del viento, a pesar de las caídas y las traiciones y las derrotas, porque la historia continúa, más allá de nosotros, y cuando ella dice adiós, está diciendo: hasta luego.
Ojalá podamos mantener viva la certeza de que es posible ser compatriota y contemporáneo de todo aquel que viva animado por la voluntad de justicia y la voluntad de belleza, nazca donde nazca y viva cuando viva, porque no tienen fronteras los mapas del alma ni del tiempo.
Feliz 2011

O blogue Carris fez 4 anos

 

Domingo, 19 de Dezembro

Todos os pretextos para caminhar são bons! … Penso eu! Uns melhores que outros? Com certeza. Mas este era imperdível: O blogue CARRIS comemorava 4 anos. Se o blogue estava de parabéns, de parabéns estava (está) o Rui, a quem expresso aqui o meu apreço pelo rigor e seriedade no trabalho de pesquisa sobre as Minas de Carris, e pelo trabalho hercúleo e solitário de defesa de um património inestimável e que se vem perdendo de forma irreversível. Parabéns e obrigado Rui.

A juntar a tudo isto havia ainda todo o grupo. Excelentes companheiros. (Re)Viveram-se recordações 🙂 … e fizemos outros projectos.

O programa inicial de percorrer o trilho da cumeada, foi, prudente e sabiamente, alterado face às condições meteorológicas. Coisas da montanha! e face a um Climate change, nada melhor que um Programme change. Ainda subimos até à Cruz do Pinheiro, altura em que as nuvens que se avizinhavam foram soberanas. Descemos e decidimos “fazer um cumbíbio” num passeio relaxado  pela Mata de Albergaria, Palheiros, regressando à Portela do Homem pela Geira.

Lobios – Fábrica – Saá – Lobios

Sábado, 4 Dez.

Até os mais velhos tiveram dificuldades de recordar um nevão de tal intensidade e, sobretudo, a cotas tão baixas. A noite de Sexta para Sábado, fria e de céu limpo, prometia tréguas mas, fez com que a neve acumulada gelasse. Lobios e arredores acordavam brancos. Silenciosos e sem movimento automóvel. A   maioria das estradas envolventes  estavam completamente geladas.  Subir até à Portela do Homem estava fora de questão. Subir até Entrimo era arriscado. E já tinha havido alguns acidentes (Casal e Feira Vella) ao início da manhã! Nada como sair directamente do Cubano, monte acima! A temperatura rondava uns agradáveis 8ª e não havia vento. Um passeio contemplativo do silêncio branco da serra, do cheiro do ar frio vindo dos cumes mais distantes e que contrastavam com um céu cinza onde o Sol se escondia ameaçando romper a qualquer momento.

Neve em Lobios