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Fogo e … artifício, no País das Tradições!

Quinta-feira, 2 de Setembro, 2010

Decreto-Lei n.º 124/2006
de 28 de Junho

CAPÍTULO V
Uso do fogo


Artigo 29.º
Foguetes e outras formas de fogo

1 – Durante o período crítico não é permitido o lançamento de balões com mecha acesa e de quaisquer tipos de foguetes.

2 – Em todos os espaços rurais, durante o período crítico, a utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, que não os indicados no número anterior, está sujeita a autorização prévia da respectiva câmara municipal.

3 – O pedido de autorização referido no número anterior deve ser solicitado com pelo menos 15 dias de antecedência.

4 – Durante o período crítico, as acções de fumigação ou desinfestação em apiários não são permitidas, excepto se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.

5 – Nos espaços florestais, durante o período crítico, não é permitido fumar ou fazer lume de qualquer tipo no seu interior ou nas vias que os delimitam ou os atravessam.

6 – Fora do período crítico e desde que se verifique o índice de risco temporal de incêndio de níveis muito elevado e máximo mantêm-se as restrições referidas nos n.os 1, 2 e 4.

7 – Exceptuam-se do disposto nos números anteriores a realização de contrafogos decorrentes das acções de combate aos incêndios florestais.

Em 2005 foi assim:

Artigo do Público:

Foguetes animam festas, enquanto fogos alastram
Por Celeste Pereira
23/8/2005

“Uma situação que continua a verificar-se com regularidade – o lançamento de foguetes ou fogo-de-artíficio -, numa altura em que o país se vê confrontado com centenas de incêndios, com as consequências conhecidas.

“Em Gondomar, o presidente da câmara estava na festa. Foi lançado o fogo-de-artifício e, minutos depois, deflagrou um incêndio nas proximidades. Estivemos lá mais de 12 horas, o fogo só foi circunscrito pelas 22h, e depois ainda demorou até ter sido extinto. É uma vergonha que continuem a brincar com a vida de todos nós”, disse ao PÚBLICO um bombeiro que esteve no combate ao incêndio, que chegou a obrigar ao corte da marginal na Foz do Douro.

Este, no entanto, não é caso único. No passado fim-de-semana, também cerca de 15 minutos de fogo-de-artifício fizeram a delícia de centenas de pessoas em Angeja, a poucos quilómetros de Aveiro. Numa altura, claro, em que o distrito permanecia em alerta máximo e onde o risco de incêndio era elevado.

Outro exemplo paradigmático aconteceu a semana passada, em Vila Real.

O violento incêndio que desde domingo à noite lavrava no Parque Natural do Alvão estava no seu auge – havia inclusive aldeias ameaçadas -, quando a escassos quilómetros, em Lordelo, disparou um pomposo fogo-de-artifício. Durante largos minutos, os foliões deliciaram-se com a beleza do espectáculo pirotécnico, quando, não muito longe, muitos bombeiros lutavam, no limiar das forças, tentando desviar as chamas das povoações.

O espectáculo pirotécnico de Lordelo constitui ainda um exemplo emblemático: chegou a estar programado para o dia anterior, mas, nesse dia, lavrava um incêndio nas proximidades e todos os meios de combate a fogos do distrito transmontano, bombeiros e viaturas, estavam ocupados com inúmeros fogos que deflagraram um pouco por todo o lado.

“Como é que se podia autorizar a deslocação de um carro de bombeiros para um arraial, quando tínhamos o distrito a arder?! O povo não iria perdoar uma coisa dessas. No distrito de Vila Real já tivemos a morte de dois cidadãos, um dos quais bombeiro, inúmeras casas ardidas, pessoas que ficaram sem nada… Não podemos andar a brincar aos incêndios. Bem basta a malvadez de quem os ateia!”, sustenta António Martinho, governador civil de Vila Real.aqui

 

Em 2010 pensa-se assim:

Artigo JN:

Romarias mantiveram foguetes apesar dos incêndios

2010-08-20

Ana Peixoto Fernandes

A freguesia do Soajo que foi assolada por um incêndio de sete dias, de 10 a 17 de Agosto, que destruiu cerca de quatro mil hectares de floresta e que chegou a colocar em risco dezenas de casa, viveu entretanto as sua festa maior (de 12 a 15) sem dispensar o fogo de artifício.

foto Alfredo cunha/Arquivo JN
Romarias mantiveram foguetes apesar dos incêndios

À semelhança desta vila serrana, cuja paisagem está agora reduzida a cinzas negras, toda a região do Alto Minho parece não dispensar os espectáculos pirotécnicos nas suas festas, apesar das recomendações das autoridades ligadas à Protecção Civil e aos bombeiros, para que em época de incêndios o fogo de artifício “seja restringido ao máximo”.

Isso mesmo confirmou ontem o Governador Civil do distrito de Viana do Castelo, Pita Guerreiro, que há dias viu as gentes do Soajo divididas entre a preocupação com as labaredas perto das casas e empenhadas em viver as suas tradicionais festividades, com tudo a que estão habituadas.

“Passei por acaso no Soajo e vi as pessoas com preocupação, mas ao mesmo tempo a montar as tendas e a fazer a festa. Isto faz parte da nossa cultura, as pessoas não abdicam de fazer a festa, mesmo às vezes estando de luto. Aquela população foi avassalada pelo fogo durante vários dias, passou momentos difíceis, mas mesmo assim não prescindiu de fazer a festa e, pelo que sei, de lançar fogo de artifício. Creio que o terão feito em condições de segurança”, declarou Pita Guerreiro, admitindo que este tipo de situação seja replicado um pouco por todas as freguesias e lugares da região durante o mês de Agosto, que no Alto Minho é sinónimo de festas e romarias.

“Admito que não abdiquem porque é de tradição e porque não há festa sem foguetes. É assim que o povo diz”, afirmou, sublinhando o cuidado que algumas organizações terão em realizar as sessões de fogo em condições de segurança máxima. “Algumas comissões de festas pedem e pagam a presença dos bombeiros com receio que o local não seja suficientemente seguro e que na sequência do lançamento do fogo possa haver qualquer incêndio”, frisou.

O comandante distrital da Protecção Civil de Viana do Castelo, Costeira Antunes confirmou ontem que, durante o período mais crítico dos incêndios na região, se verificaram situações em que “estavam em curso vários fogos e nessas localidades o fogo de artificio não desapareceu”, tendo uma delas sido na freguesia de Soajo, onde o grande incêndio recente “coincidiu com as festas”.

Costeira Antunes acrescentou que durante as reuniões tidas com as diversas autoridades por causa dos incêndios foram feitas “recomendações às câmaras para que o fogo de artifício fosse restringido ao máximo”, afirmando, contudo, desconhecer se estas foram tidas em conta pelos municípios e respectivas comissões de festas.

De acordo com a lei em vigor, é proibido em todos os espaços rurais, durante o período crítico – leia-se época oficial de fogos -, o “lançamento de foguetes, de balões com mecha acesa e qualquer tipo de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos não são permitidos, excepto quando não produzam recaída incandescente”.

Para o Governador Civil de Viana do Castelo restringir a pirotecnia nas festas além do que está estipulado pela legislação vigente seria impensável.  “Somos uma região de romarias e de festas e estar a fazer a proibição total do fogo não seria aceitável”, frisou Pita Guerreiro.

Na Portela do Homem…

Quinta-feira, 26 de Agosto, 2010

Uma destas manhãs bem cedo, quando esperava na Portela do Homem por um companheiro…

…e os vidros continuaram inteiros!

Growth and re-growth…and re-re-growth again

Terça-feira, 24 de Agosto, 2010

Foto: “print screen” de http://www.panparks.org/learn/certified-pan-parks/peneda-geres-national-park

The last remnants of natural forest in Portugal form the nucleus of the PAN Parks Wilderness area in Peneda-Gerês

Decreasing and abandoned grazing have created an opportunity for wilderness restoration thus adding several thousand hectares of mountainous wilderness to the existing wilderness area. This will provide a unique opportunity for visitors to experience and enjoy the natural dynamics of oak forest re-growth and observe wilderness restoration in a Mediterranean country. (aqui:
http://www.panparks.org/learn/certified-pan-parks/peneda-geres-national-park )

Não deixa de ser irónico!!! mas, estará isto relacionado com os incêndios? …tudo é possível,” in a Mediterranean country”! Penso que será tudo uma questão de “projectos” e “apoios” ao re-growing de interesses, traduzido em euros!

Estou (muito) triste, e envergonhado enquanto cidadão, com o que se passou no Nosso Parque Nacional. Salvem o que resta! Aumentem a vigilância e mobilizem metade dos meios que mobilizaram na procura da Maddie, por exemplo, durante metade do tempo, e acredito que a época alta de incêndios, não terminará de forma tão festivaleira na comunicação social.

Incêndio de Cabril

Segunda-feira, 23 de Agosto, 2010

Imagem captada ontem 22 Agosto, desde o concello de Lobios,  PNBL-SX, cerca das 14:30 horas

Imagens realizadas junto ao viaduto do Rio Cabril , EN 104-1, cerca das 16:30 do dia 22 Agosto:

Incêndio na Mata de Cabril – PNPG

Sexta-feira, 20 de Agosto, 2010

“A Mata do Cabril inicia-se na confluência do Regato da Sardeira, seguindo depois pela linha de festo na margem Lindoso-Louriça, contornando a zona do posto retransmissor do Muro em direcção ao limite concelhio, inflectindo depois para Este descendo o Ribeiro do Altar até ao Rio Homem. Segue pela margem direita para montante até à ponte romana de S. Miguel e desta até à fronteira contornando-a até ao Rio dos Madornos, afluente do Rio Cabril, ligando por este ao ponto inicial

A Mata do Cabril possuí um carvalhal dominado por Carvalho-alvarinho que possui uma notável afinidade florística com a associação Myrtilleto-Quercetum broteroanea, agrupamento que caracteriza a vegetação climática da Serra do Gerês. A mata é também rica noutras espécies de flora e fauna.”


Na imagem (fragmentos das cartas 1/25000 nº17 e 30) vemos o coração da Mata do Cabril.

No Domingo, dia 15, era esta a situação cerca des 16:00 horas.

Foto (orientação norte/sul) realizada  desde Olelas – Entrimo – Concello de Ourense.As antenas do lado direito são a Louriça.

Como é possível? Segundo a informação na página da ANPC, o incêndio teve início no dia 13/8 pelas 08:46. Não haverá competências e meios nacionais (porra, somos da Europa ou não?) para resolver o problema que já leva uma semana? Tragam mais gente do Governo, da Protecção Civil, do ICNB e da Comunicação Social. Muitos. E entreguem uma moto-roçadora a cada um…claro, depois de um curso de formação profissional apoiado pelos Torres Coutos deste País, não vão os senhores cortarem-se! (até ficam com equivalência ao 12º ano).

Eu bem queria estar calado!

Ma il cielo è sempre più blu…

Sábado, 17 de Julho, 2010

Solstício – SOL é ISSO

Segunda-feira, 21 de Junho, 2010

Planeta Terra, 21 Junho 2010. Solstício de Verão

Que posso eu dizer? Tudo o que tentar dizer soa-me a falso, pela limitação das palavras.

O Sol. A Luz. A Natureza pulsando a cada segundo…e seguindo o seu curso.

Hoje, eu e Rui, tentámos seguir o nosso. Quase nos fugia esse momento mágico.

Um saltinho ali acima, e vimos já! Afinal, o Sol, nasce todos os dias. Prefeito todos os dias. Mas, precisamente hoje, por se tratar de um dia especial para o Sol, decidimos fazer-lhe uma recepção! Obrigado Rui

Luz e Formas

Sexta-feira, 7 de Maio, 2010

Descendo do Alto de St. Eufémia- PNBL – SX – Lobios

Andaina polo concello de Lobios

Domingo, 18 de Abril, 2010

Para surpresa minha,  sexta-feira, chegado a Lobios, ao entrar no Cubano, chamam-me à atenção para este cartaz afixado na montra.

Sem conseguir obter mais informação relevante, ANIMEI-ME  (gosto do termo) e decidi participar em tal iniciativa.

Ontem Sábado, cerca das 11:00 os participantes concentravam-se na Portela do Homem (lado Galego) e, de forma muito informal, usando da palavra o Alcaide de Lobios, Xosé Lamela Bautista, explicou sumariamente os motivos desta caminhada, fazendo o enquadramento histórico do tramo da via romana XVIII, segundo o itinerário  de Antonino, e apelando a sua legitima utilização enquanto Caminho de Santiago, factor óbvio e evidente no desenvolvimento  (entenda-se aproveitamento) da região da Baixa-Limia.

Seguidamente procedeu-se à leitura do texto produzido no encontro realizado no passado dia 25 de Março entre diferentes alcaides e representantes de associações.

De imediato, após os compromissos com os órgãos de imprensa que cobriam o evento, deu-se início à caminhada. Descendendo um estreito carreiro, retoma-se o trilho da Geira, via XVIII, continuidade do mesmo trilho existente do lado português. O término da marcha foi em Rio Caldo, na praia fluvial bem junto às águas quentes.

Independentemente dos resultados que daqui advenham relativamente ao Camiño de San Rosendo e à sua inclusão nas rotas “Jacobeas”, esperemos que, pelo menos, aquilo que são verdadeiros atentados ao património natural, como é o caso daquilo que resta do não muito recente carro (vandalizado e lançado desde a estrada), jazente em pleno trilho,  assim como lixeiras em diferentes zonas do PNBL-SX, tenham soluções rápidas e adequadas.

Mais aqui

A Ermida de Nosa Señora do Xurés

Quarta-feira, 7 de Abril, 2010

Ali, bem por cima de Vilameá, – Lobios, ou Rio Caldo (?), depois de ziguezaguear uma  pitoresca estrada monte acima ou subir um misto de trilho e Calvário, no sentido literal, com diferentes Estações, chegamos a um dos (muitos) sítios mais  emblemáticos do Parque Natural da Baixa-Limia-Serra do Xures. – A Ermida de Nosa Señora do Xurés.

Pela sua localização, a sua situação e orientação, entre outras tantas coisas interessantes que as suas paredes revelam, podemos facilmente intuir que o local terá sido um local de referência ao longo dos tempos.

Um promontório virado a S.ta Eufémia, mesmo em frente! Uma Vigia/Defesa muito próxima e conveniente sobre Os Baños, ali em baixo – (estão ali as águas quentes e os balneários Romanos), na Geira! Uma visão até ao Lindoso! Enfim, certamente um local de muitos Mitos e muitos Cultos, das mais simples celebrações às mais elaboradas doutrinas, laicas e de pura sobrevivência, até às mais actuais missas assistidas por devotos fiéis, sabe-se lá de que Deuses. Que terá sido um daqueles “sítios” – no sentido de cerco – onde sempre ocorrem cultos, onde sempre houve os de dentro e os de fora, os de “Bem” e os de “Mal” se defrontaram enquanto forças míticas, não me parece senão mais do que óbvio. “Mudam-se os Tempos e Mudam-se as Vontades”…mas será sempre um “local”, que é um “sítio”! Que evoluiu ao longo dos tempos e das vontades, e continuará a evoluir, é inquestionável. ” O Mundo Pula e Avança”.

Também a actual edificação da Ermida de N.ª Sª do Xurés pulou e avançou relativamente àquilo que terá sido o local inicial de culto. Embora a minha curiosidade seja inversamente proporcional à vontade de partir para uma pesquisa mais séria, e sem querem especular sem qual quer fundamento documental, que neste momento não tenho vontade de pesquisar, não deixo de reflectir sobre o local. É um vício cuja dependência por vezes não controlo.  (daí ser um vício, e vício e prazer, vá lá o Diabo separá-los…). É, de facto, um prazer enorme, cada vez que chego ali. E são muitas vezes. Quer vá caminhar, ou simplesmente ver como está o Tempo, muitas vezes tenho estado naquele local. Sozinho ou acompanhado. De manhã cedo. Muito Cedo. Ao fim do dia. De noite. De Verão. De Inverno. Também na Primavera e no Verão. Com Sol e com chuva. Com vento desenfreado e a maior das calmas. Com neve! muita neve, coisa rara nos últimos tempos.

Desde a primeira vez que vi a serpente representada no grande penedo (vandalizado com um graffito que infelizmente subsiste e me agride a cada vez que ali passo. Está assinado de 2004! Já lá leva uns aninhos! mas o que é isso comparado com a Eternidade, dirá o autor… ) despertou em mim uma curiosidade imensa de querer saber algo sobre o local. Por um lado o “anjinho bom”. por outro lado, o “anjinho mau” a recordar-me os labores de uma pesquisa. Mas que o “sítio” é um fulcro de uma possível  interpretação que mereceria um estudo que desconheço, (embora, de forma ligeira, reconheço, tenha procurado, essencialmente “googlando”), lá isso é! Potencial não lhe falta.  Ainda hoje, tem dois cultos anuais (15 Agosto e 8 Setembro), pelo menos.

Mas a cera escorre das velas cumprindo promessas quase quotidianamente. A chama de um fogo/culto subsiste. Muito , mesmo muito antes dos velhos carvalhos imponentes pensarem em crescer, já aquelas pedras tinham muita(s) história(s)

Gostava um dia, vir a conhecer um pouco a história deste local.

Percorrendo um disco duro cada vez mais desorganizado e lento – ou lento e desorganizado – encontrei algumas fotos  dos últimos dois anos, para ajudar ao “discurso”, que vai longo!