Arquivo do mês de Maio, 2009

Sombras do Sino

Domingo, 31 de Maio, 2009

Uma caminhada para todos os gostos e feitios. Manhã linda, de um céu azul indescritível. Raramente começo tão tarde…mas já tinha uma surpresa. Ainda pensei que era do meu sono àquela hora… mas não!  Eram 7.20 e um SMS dizia-me que um companheiro já tinha iniciado o trilho em direcção às Sombras,  – e eu que pensava que o louco era eu!- mas  devia esperar o grupo que chegaria mais tarde…digamos, bastante mais tarde, :-)

Já passava das 9.00h quando todos nos reunimos na Ermida de Nosa Señora do Xurés. O dia prometia ser quente. O grupo  era constituído por pessoas muito diferentes mas com interesses comuns que se viriam a cruzar durante a jornada de forma muito agradável.
Iniciado o percurso clássico do vale do Rio Vilaméa, cada um a seu ritmo, fomos chegando às minas.

Pelo caminho , ainda tivemos tempo para observar aves de rapina que desfrutavam das correntes de ar quente que contornavam o vale. Fiquei contente com a satisfação do Boris ao sentir-se gratificado por todo o trabalho e sacrifício de carregar o seu tripé e todo o equipamento.

Tempo para um repouso seguido de visita exploratória do local. Dado o adiantado da hora decidiu-se almoçar ali.

Caminhamos até ao marco da fronteira e separámos-nos do grupo que continuaria com o Rui.

Oportunidade para despedidas (in)formais, fotos clássicas e de ver o grupo afastar-se fundindo-se com a serra. Segui com a Guida até à Laje do Sino.

Compromissos de tempo obrigavam-nos a voltar cedo…ficou uma grande vontade de continuar. A vista “aérea” do complexo mineiro permite uma avaliação diferente da dimensão da exploração assim como uma interpretação do terreno e sua “lógica” de desenvolvimento.

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Encontro com “O Rato”

Terça-feira, 26 de Maio, 2009

Com os seus 83 anos e a boa disposição que sempre teve, D. José, mais conhecido pelo “Rato”, é uma das poucas memórias vivas dos tempos da exploração mineira do Volfrâmio. Amigo e companheiro inseparável de D. António Tejada, último proprietário (?) das minas, frequentemente o acompanhava nas suas deslocações às  Sombras tornando-se num dos seus homens de confiança. Aqui fica um breve apontamento.

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Memórias vivas

Segunda-feira, 25 de Maio, 2009

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Foi com imenso prazer que ontem, dia 24 Domingo, passei a tarde conversando com uma das poucas memórias vivas da actividade mineira das Sombras.

São poucos os que sabem o seu nome – José! …mas todos conhecem o “Rato”. Era o homem de confiança de D. António Tejada, último proprietário das Minas das Sombras.

Brevemente penso partilhar aqui alguns dos registos video deste tão agradável e raro encontro.

Água quanta baste

Domingo, 17 de Maio, 2009

Sábado, 16 Maio, 07:45. O silêncio dentro do carro durante a curta viagem para nos encontrarmos na Portela de Leonte dizia tudo…Caminhar nestas condições? deve haver um de nós que tenha um pouco de juízo e diga com determinação: “Assim não vale a pena. Fica para a próxima”. Por outro lado, estar ali e voltar para trás, não nos caía nada bem.  Raio! Que fazer?

A decisão apareceu com naturalidade! Andando e vendo! Já todos sabíamos o que nos esperava em termos meteorológicos! Água quanta baste! Água vinda do céu. Abundante, fresca e empurrada pelo vento. Água que corria pelos ribeiros, pelas rochas , pelos trilhos…

…e está quase tudo dito. Pelo meio ficaram grandes momentos de convívio e companheirismo. Um almoço soberbo no Conho e um regresso divertido. Sempre debaixo de chuva voltamos à Portela de Leonte.

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Moinhos de Rio Mao – Lobios

Domingo, 10 de Maio, 2009

Rio Mao. Domingo. Mais um passeio do que propriamente uma caminhada. Um percurso de cerca de 4 Km feito em pouco mais de uma hora, tempo total incluindo as paragens de visita aos  moinhos existentes ao longo do trilho. Uma manhã domingueira de céu encoberto ameaçando chuva.

Caminhar junto aos rios e linhas d’água junta sempre qualquer coisa de mais bucólico às já de si belíssimas paisagens e recantos dessas serras. Um trilho fácil e acessível, como um passeio digestivo. O “extra” do passeio são os moinhos. Restaurados e recuperados, alguns deles com critérios menos aceitáveis e muito discutíveis, são o testemunho possível daquilo que foram outrora. É louvável, mesmo assim, o trabalho e esforços desenvolvidos pelo PNBL-SX na conservação da grande parte destes testemunhos “in Loco”. É repugnante a forma como alguns são alvo de vandalismo.

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Represa de Carris

Quinta-feira, 7 de Maio, 2009

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Nevosa

Domingo, 3 de Maio, 2009

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Esta caminhada propunha dois objectivos: Subir ao Pico da Nevosa e, tanto quanto possível, juntarmo-nos por umas horas a um grupo de companheiros que deveriam estar pela zona. Meu dito , meu feito.

Sabíamos que a jornada era um tanto ao quanto pretensiosa no que respeita ao percurso, mas o optimismo era grande.

Saímos cedo.  Aproveitando o fresco da manhã que deixava adivinhar um dia quente para aqueles lados, partimos da Ermida de Nosa Señora do Xurés, iniciando o trilho das Sombras. Também o vale acordava por entre as sombras dos picos que recortavam um céu limpo e azul, deixando-nos sempre a oportunidade de repetir mais uma vez aquelas fotos que já fizemos dezenas de vezes. A bom e confortável ritmo, facilmente chegamos às Minas das Sombras. Infelizmente, pouco a pouco, aquilo que ainda poderia ser recuperado como “original” e autêntico, e futuramente figurar de pleno direito no espólio de uma eventual musealização “in loco” da exploração mineira de outrora, pouco a pouco vai-se desfazendo, vai sendo destruido de forma natural e vai sendo vandalizado a cada uma das visitas menos conscienciosas que por ali passam. Desta vez, um banco tosco de tábuas pregadas, que se encontrava ainda dentro das instalações, estava cá fora. Amanhã não estará!

Após uma breve paragem, seguimos em direcção à Amoreira subindo depois em direcção ao alto de Carris. É sempre agradável a vista daquela mancha azul de água da represa dos Carris. A sublime recompensa do esforço da subida, enche-nos a alma.

Reconfortados e sentido a hora do possível encontro eminente, começamos a descida para atingir o trilho que nos levaria até à Nevosa.

Foi com enorme satisfação que em breve avistamos o grupo. Saudações cumpridas, rumamos ao objectivo com um entusiasmo indescritível. Num pulinho estavmos lá. Registou-se, fotografou-se, comtemplou-se, disfrutou-se, riu-se, silenciou-se, sentiu-se o local e a paisagem…alimentando-se o espírito…

até que um pensamento coletivo, vindo do mais profundo de cada um, pedia alimento também. Desta feita para o corpo!

Iniciada a descedida em direcção aos Carris, foi tempo para encontro com um simpático grupo de caminheiros espanhois. Com algum humor, e aproveitando o encontro junto da fronteira, discutiu-se a confusão das cartas e suas diferentes edições e editores,  bem como a delimitação das fronteiras e da toponímia. Com humor e tentando ajudar a esclarecer as divergências, despedimo-nos cordialmente.

Chegados à represa dos Carris, tempo de almoço, convívio e separação. As 15:30 chegaram à hora prevista, o que nos parecia cedo demais para iniciar o regresso. Assim foi. Descemos o Vale do Alto Homem tendo terminado pelas 17:30. Obrigado a todos! Ficam algumas fotos.

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