Arquivo do mês de Novembro, 2009

Chegada à Mina das Sombras

Domingo, 29 de Novembro, 2009

Minas das Sombras

Domingo, 29 de Novembro, 2009

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Sábado, 28 Novembro. Mais um fim de semana chuvoso. Uma manhã que que fazia jus às previsões meteorológicas. Muita chuva e vento forte, um grande arrefecimento no Domingo e possibilidade de neve nas terras altas, foi a previsão da Tv Galicia que ouvi na sexta feira à noite. De facto a manhã de Sábado apresentava-se  muito pouco motivadora para caminhadas. Embora o frio não fosse muito, o vento era forte e com rajadas. Recordo que cerca da 12:45, quando me encontrava a meio do último tramo do trilho das Sombras, sopraram duas rajadas  verdadeiramente impressionantes. A zona descoberta e sem árvores  onde me encontrava foram o meu único “sossego” . A força do vento foi tal que  inicialmente me desequilibrou obrigando-me a dar um passo atrás.

Saí de casa pouco convencido de que iria caminhar com aquele tempo. Afinal já havia 2 fins de semana que a chuva foi presença quase constante! Não me apetecia muito repetir. Não me apetecia mesmo nada!

Meti-me no carro e, pelo sim pelo não, deixa-me lá ir até à Ermida ver como isto está. A estrada merecia toda a atenção pois havia muitos ramos partidos e os efeitos das enxurradas eram bem patentes. Chegado à Ermida de N.º Señora do Xurez, o “convencimento” não era muito e o panorama desolador nada acrescentava à minha pouca disposição. Ainda por cima, pensava eu, não está tanto frio quanto isso, e a prometida neve não cairá certamente com estas condições. Saí do carro, passeei-me pelo adro, abriguei-me debaixo do alpendre na parede fundeira da Capela, e procurava maneira de resolver o meu dilema: Chuva? já estou farto. Caminhar? porque não… se estou aqui e não vejo nada mais agradável para fazer.

O tempo carregava. Decidi que não. Não iria caminhar com aquela chuva. Voltei ao carro e comecei a descer. Antes de terminar a descida, já quase ao chegar a Vilameá, o anjinho mau segredou-me ao ouvido: “-Vai lá caminhar, porque depois ninguém te atura, e vais-te arrepender”. O anjinho bom, esse já se tinha calado há muito perante as evidências meteorológicas.

Meia -volta. Voltei a subir decidido a ir até às Sombras.

Quase 4 horas à chuva. Um vento deveras forte a dar outra componente a esta caminhada que já fiz tantas vezes

A ponte do Rio Homem

Sexta-feira, 27 de Novembro, 2009

Quase ao che­gar à fron­teira da Por­tela do Homem pela estrada  N308, pas­sa­mos na ponte sobre o Rio Homem, que será cer­ta­mente um dos locais mais foto­gra­fa­dos do Gerês, nome­a­da­mente o tramo do rio que fica a mon­tante. São inú­me­ros os car­ros que param ape­nas para fazer a foto da praxe, já que o sitio é ape­la­tivo a tal pela sua beleza e pelo facto de a “pers­pec­tiva” ser boa e de fácil enqua­dra­mento, fazendo com que normalmente resul­tem em “pos­tais ilus­tra­dos”. No meu caso pes­soal, em abono da ver­dade  se diga, não é dos meus cená­rios pre­fe­ri­dos. Embora ali passe mui­tas vezes, pou­cas são aque­las em que me dete­nho a foto­gra­far o local. No entanto, pro­cu­rei um pouco e encon­trei duas fotos, que junto a uma ter­ceira, feita no pas­sado Sábado. As datas das duas pri­mei­ras são, res­pec­ti­va­mente, Feve­reiro e Agosto 09. Como muda um rio…

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Lindoso – a noite mais longa

Quinta-feira, 26 de Novembro, 2009
Esta entrada é parte 22 de 27 na série Lindoso

Depois desta noite nada passou a ser igual. Tratava-se  da consciencialização do fim iminente.

Stª Eufémia e Albufeira do Lindoso

Quarta-feira, 25 de Novembro, 2009

Antes que este blogue sofra uma inundação, tanta é a água que  por aqui vai, :-)   mostro uma vista panoramica desde a Ermida de Nosa Señora do Xurés. (Março 2009)

À esquerda a serra de St.ª Eufémia e, mais ao centro, a Albufeira do Lindoso.

No rochedo do lado direito é visível a serpente estilizada ali esculpida e sobre a qual já tentei obter alguma informação,  sem qualquer sucesso até ao momento.

(Para mover a imagem, clique e arraste o ponteiro sobre a foto. Para zoom, use tecla “Shift” e tecla “Control”) »»ver foto

Mais água

Terça-feira, 24 de Novembro, 2009

Foi indescritível esta caminhada no vale do Alto Homem. Uma das zonas do Gerês onde, seguramente, tenho passado mais vezes. Tem sempre surpresas. E que surpresa esta! A chuva como elemento dominante, em pingas grossas arrefecidas e empurradas por um vento vigoroso, transformou,  em poucas horas, aquele vale num espectáculo  raro e belo. Este ambiente era coadjuvado pelo rugir do Homem, em fúria e gozo ao passar soberano por sítios onde há muito não passava. Quase por magia, riscos brancos surgiam por todas as paredes e encostas revelando alguns segredos daqueles fragaredos.

…mais um pequeno clip video, com um pouco mais de definição….mesmo assim, e independente das limitações dos meios (é uma câmara fotográfica!), nada que se aproxime da sensação e emoção de assistir in loco.

Portela do Homem – Carris

Segunda-feira, 23 de Novembro, 2009

Mais algumas fotos do vale do Alto Homem até Carris, realizadas no Sábado passado.

 

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Ao meio dia…ou carrega, ou alivia

Domingo, 22 de Novembro, 2009

21 NOV 09 – Começamos cerca das 9:00h e já sabíamos que não podíamos esperar outra coisa que não fosse um dia de chuva. Mas tanta?…

Mal começamos a descer o asfalto em direcção ao início do antigo estradão de acesso aos Carris, os primeiros pingos grossos instalavam-se em regime de permanência…e com tendência a piorar. Até às 15:30, hora a que terminamos, foram 6 horas  debaixo de uma chuva grossa e fria e por vezes tocada a vento forte. Castigadora! Nada que se recomende. A menos da beleza proporcionada, caminhar nestas condições não tem muito de agradável, verdade seja dita. Cerca do meio-dia, a coisa complicou-se com a intensidade da chuva e vento a aumentarem. Havia que regressar. Ao iniciarmos a descida, logo o Rui me chamou à atenção para o rápido aumento do caudal do rio Homem. Ali pelas Abrótegas, onde tínhamos recolhido água duas horas antes, o nível teria aumentado mais de 2 palmos, já que as pedras que nos tinham apoiado estavam francamente submersas. Estas duas fotos (feitas às 10:13 e 13:50, respectivamente, na zona do Madorno, olhando em direcção ao Curral das Albas) mostram a diferença e ilustram bem aquilo que ontem foi surpreendente: o repentino aumento do caudal de um rio e das ribeiras e linhas d’água que o alimentam. Tudo era água. Muita água!

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Água mole…

Domingo, 22 de Novembro, 2009

21 Novembro – Vale do Alto Homem, com muita chuva.

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Foi uma caminhada “pesada” mas compensatória. Muita água corria por aquela serra abaixo. Em pouco mais de 2 horas, as paredes pareciam rebentar e jorravam água por todo o lado. Até o gasto trilho que corre pela margem esquerda do Homem em direcção aos Carris, parecia mais uma linha de água que um caminho.

 

Há coisas incríveis, não há?

Sábado, 21 de Novembro, 2009

Uma vez na fenda da Calcedónia encontrei, no mesmo dia, 2 grupos  grandes “guiados” que visitavam a zona. Fiquei apavorado, e ainda bem que não assisti a nenhum acidente, embora estivessem reunidas todas as condições!!! Também me preocupei com o número de pessoas que visitavam a zona e o controlo das cargas diárias. Interroguei-me sobre as condições  de segurança em que o faziam. Interroguei-me das consequências e das soluções possíveis para evitar situações destas…Como era isto possível? Não havia dúvidas. Estava a acontecer ali diante dos meus olhos incrédulos. São necessárias, e urgentes, medidas de segurança, pensava eu.

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Quem estuda o problema? De que forma está vertido nos regulamentos que propõe o POPNPG/ICNB ? Nas autorizações taxadas é que não estará de certeza.