Arquivo do mês de Fevereiro, 2009
A gelar no tempo
Quinta-feira, 19 de Fevereiro, 2009A tradição da evolução
Terça-feira, 17 de Fevereiro, 2009Caminhar por essas Serras dá-me oportunidade (e o gozo) de reflectir sobre algumas das “coisas” que se me deparam. Não porque não possam acontecer em qualquer outro sitio. Mas porque em locais assim, assumem outra dimensão e intensidade. Digo “coisas” propositadamente. Não encontro vocábulo para designar aquilo a que me refiro. São tão variadas as formas como algumas “coisas” me fazem pensar, tão variado o modo como são despoletados tais tipo de pensamentos, que não chego a entender tal mecanismo.
Um destes Sábados (re)fazendo um trilho no Xures, um destes trilhos ou rutas assinalados num desses prospectos turísticos, deliciei-me. O maior interesse deste trilho, foi (e é!, pois ainda lá está) contactar e percorrer uma zona muito habitada. Poderá parecer estranho, mas foi mesmo isso. Caminhar paredes meias com a orla dos povoados.
O percurso assinalado num total de 7 Km, aproxima-se de 3 povoados. A proximidade e natural actividade do Homem são uma constante ao longo do percurso, mas no entanto, parece que quando o regresso aos primórdios civilizacionais está algures tão patente, rápida e facilmente tudo se reveste de algo surrealista. Tão depressa nos parece estarmos a anos luz da Era do Plástico e do Cimento Portland, Reis e Senhores do séc. XX, como, num ápice, ficamos – eu fico! – transportado para não sei onde. Um sitio que não existe, ou pelo menos, não devia existir!. Discutir a sua legitimidade? Para quê? Eles estão ali, legitimados pela sua presença/existência. Perguntar porquê? Isso sim. Isso já dá pano para mangas. O abandono, ou a presença tem os seus efeitos. Resta-nos escolher.
E um espigueiro, pode ser em betão. porque houve a necessidade de fazer um espigueiro. E já não havia (nem há) canteiros. E já não havia tempo paro o fazer como “antigamente”. E já não havia conhecimento para o fazer. E se quisermos ir um bocadinho mais longe, porque já não haveria necessidade de fazer um espigueiro. Um Espigueiro como eram todos os espigueiros. Uma adega como eram todas as adegas. Uma casa como eram todas as casas.
E não será isso legítimo só por si? Não será legitimo que um dia Um qualquer, cheio da maior das vontades, faça o que lhe dá na real gana, ainda por cima na terra que é dele? Não será também legítimo que se abandone aquilo que deixa de servir, aquilo que deixa, evoluindo naturalmente, de servir?
Quando digo evoluindo naturalmente, quero dizer, evoluindo. Só. Evoluindo com os materiais de construção e com as tecnologias. Evoluindo com os saberes adquiridos e perdidos. Com as politicas e com os credos religiosos. Com as culturas! As Culturas feitas de necessidades e ao mesmo tempo e recursos.
Com as experiências adquiridas e que são legado cultural, mas também com a capacidade exploratória e de improviso. Sempre se souberam remediar. Adaptando o que tinham para aquilo que fazia falta…evoluindo!
Yin Yang
Segunda-feira, 16 de Fevereiro, 2009Sombras… ao perto
Domingo, 15 de Fevereiro, 2009Sombras geladas
Domingo, 15 de Fevereiro, 2009Aproveitando o crescer dos dias, começamos mais cedo. Nada tinha ficado decidido na véspera; Resultado: – mais uma vez – ” Minas das Sombras“, depois logo se vê!
Tempo bom com céu limpo, vento fresco S – SW e com uma temperatura que variou entre os -1.5º às 8.00, até aos 15º às 13:30 (~650m alt.).
Rapidamente chegamos às Sombras. A neve gelada e o tempo que destináramos para esta caminhada incompatibilizaram-se ali! Decidimos voltar para trás após uma pequena tentativa para avaliar as condições para uma possível progressão até mais próximo do Altar de Cabrões. Mostrava-se imponente e alvo, contra um céu azul muito limpo.
Conhecendo bem o trilho que nos esperava, não se justificava correr riscos para o fazer naquelas condições .
Mais umas fotografias das Minas, e um regresso vale abaixo…














