Caminho Português de Santiago IV – 5ª etapa

Esta entrada é parte 4 de 5 na série Caminho de Santiago

5ª Etapa – Caldas de Reis – Picaraña – 29.2 Km

2ª Feira, 12 Abril. Saio de Caldas, passando mais uma vez em frente ao Albergue e seguindo pela N550 por breves momentos, para logo cortar para Cruceiro por entre terrenos agrícolas, subindo sempre ao longo do Rio Bremaña.

Voltei a a cruzar a N550 para atravessar Campo e passar a Igreja de St.ª Maria de Carracedo. Continuando a subir, mais um cruzamento com a N550 para logo a seguir entrar numa outra zona mais rural, embora próxima da estrada, depois de Cortiñas, ladeando o Rio Valga, descendo até S. Miguel. No final deste agradável trecho, ao chegar à ponte, encontrei uma patrulha da Protecção Civil, que, para além de certificarem a passagem com um carimbo, procediam a um “registo de passantes” indagando o seu destino naquela jornada, no sentido de estimarem a ocupação dos Albergues que se seguem ao longo do Caminho.

Continuei para Pontecesures, descendo por entre aldeias e caminhos  onde, pela 1ª vez, encontrei caminheiros no trilho tendo caminhado lado a lado durante breves momentos.

Atravessado o Ulla, passei a caminhar na margem do Sar para entrar em Padrão. Dado que Padrão se preparava para as suas festas, a montagem de barracas e diversões obrigava a a um desvio do caminho habitual. A sinalização, de forma provisória mas cuidada, atirava-me para a margem esquerda, para retomar o trajecto normal junto à Igreja de Santiago muito próximo do Albergue (que não visitei)

Depois de um almoço ligeiro em Padrão, sigo, uma vez mais :-(, pela N550 até Iria Flavia, passando junto à Colegiada de St.ª Maria de Iria Flavia.  Ainda pela N550 – basta! – durante mais 1 km aprox. desvio-me para o mundo rural de novo atravessando as aldeias de Romeriz, Rueiro, Tarrio e Vilar até chegar a Escravitude cerca das 16:00 horas.

Facilmente faria os cerca de 15 km que distavam a Santiago. Numa agradável e interessante pausa no bar……informando-me dos possíveis alojamentos, equacionei as possibilidades tendo optado por ficar um pouco mais à frente no lugar de Picaraña. Infelizmente este foi o único sítio onde fui “menos bem” tratado. O preço anunciado e proposto não correspondia ao preço cobrado. Após alguma argumentação de parte a parte, e sem alternativas a este estabelecimento pouco sério, conformei-me e acabei por ocupar o meu quarto. Uma grande faculdade da nossa memória é esquecer! Dormi a 14.646 Km Santiago, indicação da placa mesmo do outro lado da estrada.


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