Caminho Português de Santiago II

Esta entrada é parte 2 de 5 na série Caminho de Santiago

3ª Etapa – Porriño a Arcade – 21.7 Km

Pazo de Mós Sábado.  Um dia que prometia ser quente. E foi! Deixo passar um pouco o bulício causado pelos ciclistas que na sua maioria ocupavam o Albergue, e só saio pelas 8:40. Um pouco mais tarde, mas a jornada não metia pressa.

Deixando Porriño pela estrada N550, sigo mais à frente um desvio recente criado com a intenção de afastar os peregrinos da perigosa estrada de tráfego intenso. Ao verem-me percorrer um trajecto algo diferente daquele a que estão habituados a ver, alguns habitantes interpelaram-me e tentaram-me “corrigir” sugerindo mesmo que eu estava enganado. Ao início achei estranho, pois tinha a certeza de ter seguido a orientação dada pelo último sinal. Estava eu neste dilema, quando um dos habitantes mais informado confirmou a minha suposição. Trata-se de desvios recentemente criados como alternativas para evitar a circulação na N550  o máximo possível. Com a certeza de estar no caminho correcto, passo o Pazo de Mós (10:00) e inicio a subida da Rua dos Caballeros refrescando-me na fonte do mesmo nome. (10:23)

Antes de começar a descer para Redondela, passo por Santiaguinho das Antas com o marco miliário (via XIX) de Vilar – Guizan- Louredo. Por entre caminhos betonados e estradas secundárias asfaltadas descemos para voltar à fastidiosa N550 -passando os estaleiros de construção de mais um viaduto, que  trás a população muito indignada.

Cheguei à Torre do Relógio, Albergue de peregrinos de Redondela, cerca das 12:45. Esperando a abertura do Albergue às 13:00, um ” amontoado” de caminheiros procurando a sombra, esparramava-se à porta. Todos muito atentos e controladores da chegada de cada um, tentando assim garantir lugar no Albergue, já que a ocupação se processa por ordem de chegada!

Descalcei-me, massajei os pés fartos de asfalto, e entretanto decidi continuar até Arcade, deixando a disputa dos lugares para os que decidiam terminar ali o dia.

Atravessei o centro o mais rápido possível, esperando deixar quanto antes a confusão citadina.

Saio de Redondela novamente pela N550, para seguir em direcção ao O Viso,  Alto do Outeiro, zona já florestada, mas sem deixar de me apetrechar para o almoço, e já agora, mais um carimbo, no café bar “O Pereiro”.

Segue-se o trecho mais bonito do dia; a subida para depois sermos brindados lá no alto com uma panorâmica sobre a Ria de Vigo. Com o calor que se fazia sentir, ao contemplar aquele braço de água, animei-me para a descida até Arcade.

Por mera coincidência, o primeiro bar onde entro, é de uma Portuguesa! ” A Taberna” da D.ª Fátima. Quem diria! logo no primeiro tiro!

Decido pernoitar em Arcade, onde mais facilmente arranjaria alojamento do que em Pontesampayo, segundo as informações prestadas.

CONTINUA…


Ver mais da sérieCaminho Português de Santiago ICaminho Português de Santiago III – 4ª etapa

Deixe uma resposta