Caminho Português de Santiago III – 4ª etapa

Esta entrada é parte 3 de 5 na série Caminho de Santiago

4ª Etapa – Arcade – Caldas de Reis – 33.8 Km

11 Abril. Domingo. Depois de um descanso e uma jornada pouco desgastante no dia anterior, (a menos do calor que se fez sentir, cheguei muito cedo e folgado a Arcade), sentia-me enérgico suficiente para mais um dia  longo. Saí ainda antes das 8:00. O arrefecimento nocturno fazia-se notar,  acentuado por um vento matinal fresco e um tanto desagradável.

Desci as ruas de Arcade ainda num lusco fusco que adivinhava um dia de céu limpo, cruzando apenas com algumas pessoas de idade que se dirigiam à Igreja. Pelo caminho encontrei tudo fechado.

Rapidamente cheguei a Pontesampayo. (ou Ponte Sampaio!) O sol dava os primeiros ares da sua graça, e proporcionava algumas fotos interessantes. caminhoSem problemas de orientação, rapidamente saio de Pontesampayo tomando um caminho impressionante e cheio de “cicatrizes”, evidenciando orgulhosamente toda a história nele contida. Subia a encosta da Canicouba até ao Cacheiro. Caminhando paralelamente ao rio,  zona de lazer Os Gafos, alcanço Pontevedra, cedo,  numa manhã domingueira,  solarenga e com pouca gente, o que tornou a travessia muito agradável.

Atravessada Pontevedra ( O Albergue só abre às 13:00), passo a ponte de O Burgo, cruzando o Rio Lèrez, e sigo pela Rua da Santiña em direcção à Gandra, refrescando-me ao passar na fonte da Santiña, a conselho dos passantes, por ser uma “áuga mui boa”.

Seguem-se alguns dos trechos mais bonitos da jornada. Castrado, Pozo Negro, S. Mauro (em festa !!! e onde descansei!, “invitado dos veciños”) e por aí fora… até voltar à fastidiosa N550 já perto de Tivo. Agora por terrenos cultivados e vinhas, chego Caldas de Reis. Entrei pela Calle Real seguindo em direcção à ponte medieval do Bremaña. Logo imediatamente à ponte, virando à esquerda, fica o Albergue de Caldas! Não sabia da existência deste Albergue. Quando passei pela Fonte das Burgas, ao aproveitar por relaxar os pés nas águas termais, um grupo de peregrinas alemãs informou-me da recente abertura de um Albergue provisório. Trata-se de um salão num r/chão de um prédio, com apenas uma casa de banho e um só chuveiro. De pouca lotação, estava esgotado e não encontrei lugar. Encontrei a simpatia e a informação necessária para alternativas à minha pernoita.

Foi tempo de me alojar, tratar do corpo e da barriga, e passar uma noite tranquila.

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