Lamalonga – que serenidade

17 Novembro

Fomos caminhar – não muito devagar, diga-se em abono da verdade – por sítios já conhecidos mas bordejados de outra perspectiva. Se tentar resumir muito, digo apenas que fomos dar corda às botas famintas, pô-las a pastar nos prados de Lamalonga, respirar aquela paz, encher a alma de tranquilidade como um sôfrego enche o estômago. O frio deu-lhe um toque requintado que combinava na perfeição com a muita água que volta a correr no Gerês. Tivemos tempo para tudo, não obstante ali pelas bandas do Teixo, o desafio final ter sido adiado! Olhámos um para o outro e contemplámos a encosta defronte. Tínhamos escarrapachado no olhar a ideia que nos assaltava o pensamento imaginando a magia de finalizar a jornada naquele fantástico trilho Olhámos os relógios! Ouvimos os anjinhos todos. Os bons e os maus! Rimo-nos das ideias maquiavélicas que nos ocorrem quando caminhamos assim descomprometidos de tudo – excepto da segurança, obviamente!. Os dias estão curtos, já tínhamos dose que chegasse (às vezes parece-me que nunca chega) e solas gastas, para ter juízo  🙄

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