Terra, Ar e Água…é Fogo

Cada vez com mais frequência, tenho vindo a caminhar em grupo. Uma maneira diferente de partilhar a serra e experiências. Um itinerário muito solto, tão indefinido como o tempo, gerido pelas vozes da experiência e do bom senso.

Terra quanto baste.  A sua manifestação é imponente e majestosa naqueles altos. Ar do mais puro que  ainda vamos encontrando por aí juntando-lhe a presença  constante de (muita) água. O resultado é um fogo vivo que aquece a alma e nos ilumina o espírito.

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Processionária do pinheiro II

O ciclo biológico da processionária completa-se, normalmente, num ano, distinguindo-se duas fases: uma fase aérea, na copa dos pinheiros, e outra fase subterrânea, no solo.

Estas lagartas passam por cinco estádios.  É a partir do 3º estádio que se tornam perigosas para a saúde pública. Os 1º e 2º estádios de crescimento ocorrem, normalmente, no período do Outono (meados de Setembro/finais de Outubro). As lagartas jovens vivem em ninhos provisórios, que vão sendo abandonados até à formação de um ninho definitivo (ninho de Inverno), onde vivem em colónias e aí se protegem das baixas temperaturas. Os 3º , 4º e 5º estádios normalmente ocorrem no período de Inverno, quando as lagartas estão em crescimento activo nos seus ninhos de Inverno – os quais têm o aspecto de um novelo de seda – e mantêm os hábitos de alimentação nocturna, permanecendo no ninho durante o dia, funcionando este como acumulador térmico.

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O 5º Estádio ocorre entre meados de Fevereiro a fins de Maio. Após atingirem o seu grau de desenvolvimento máximo, as lagartas abandonam os ninhos e, em procissão, descem das árvores para se enterrarem no solo a uma profundidade de 15-20 cm, para passar à fase seguinte – de pupa ou crisálida – e evoluírem para insecto adulto – a borboleta (Thaumetopoea pityocampa) que emerge no Verão, completando assim o seu ciclo anual. Os períodos referidos, tem por base um ano normal  em termos climatéricos.

info recolhida aqui e aqui

fotos do autor- estradão de subida ao Alto de St.ª Eufémia. PNBL-SX Abril09

Detalhes

– Por vezes são os pequenos detalhes que revelam muito.

O carinho posto, para lá da manifesta expressão criativa, obviamente, nestes pequenos detalhes, nestes pequenos toques, faz-se notar. Melhor. Destaca-se, sem se ver.  Nos locais mais recônditos e das formas mais subtis, é constante a presença do Parque Natural Baixa Limia – Serra do Xurés em toda a sua área. Bons exemplos. E bons ventos…como o que soprou na Portela do Homem no fim de semana de 21-22 Março, e …podia ser pior! em bom modo português.

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